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Grazi tira suas dúvidas sobre alimentação

Ela quer adotar hábitos mais saudáveis e a nutricionista Cinthya Antonaccio dá as dicas

Por Marjorie Umeda
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Grazi Massafera: linda e em boa forma

Grazi está cheia de disposição para deixar sua alimentação cada dia mais saudável e nutritiva. Será que ela está fazendo tudo certo? Para tirar as dúvidas, convidamos a nutricionista Cynthia Antonaccio, de São Paulo, autora do livro Boa Forma em 8 Semanas, para um bate-papo especial. Confira!

GRAZI: Parei de tomar o café-da-manhã e percebo que tenho mais fome durante o dia. Por que isso acontece?

CYNTHIA: O período do sono é um jejum muito longo, ao acordar você precisa se reabastecer com alimentos de qualidade como carboidratos integrais, fruta e iogurte. Além de ganhar mais disposição, seu metabolismo acelera. Muitos estudos e pesquisas indicam, Grazi, que quanto melhor a qualidade dos alimentos consumidos de manhã, menos fome a gente vai ter durante o dia. Além disso, seu organismo deixa de usar seus músculos como energia para cumprir as atividades do dia.

G: E se eu não tenho fome de manhã?

C: Comece aos poucos. Uma fatia de torrada integral ou um iogurte batido com fruta ou uma salada de frutas com um pouquinho de cereal por cima é suficiente para o início. Com o tempo, seu organismo se acostuma.

G: É verdade que o que comemos à noite vai para a barriguinha?

C: O que a gente come modula nossos hormônios. Quando pulamos uma refeição ou comemos mal durante o dia, à noite dá uma vontade louca de comer o quê? Doce e carboidrato. Nada contra, mas é preciso controle. Se a gente come pão e açúcar à noite, libera muita insulina – que é justamente aquele hormônio que facilita a gordura abdominal. Para eivar essa larica, sugiro distribuir as refeições ao longo do dia e não pular o café-da-manhã.

G: Sou louca por massa. Quem está malhando pode abusar da massa?

C: Abusar... já não gosto da palavra! O carboidrato é o combustível ideal para o treino. A hora mais legal de ingerir é duas horas antes do exercício para ter mais combustível. Se você malha à noite e quer comer um macarrão depois, use-o como acompanhamento: coloque a massa junto com uma carne grelhada, para manter a estabilidade hormonal. Aí você consegue reabastecer o que gastou mas não abusa nas calorias.

G: Cortei o pão – mas o macarrão não consigo diminuir.

C: Não sei se sua troca é vantajosa, Grazi. Acho que você deveria voltar a comer pão, que é mais fácil de quantificar e controlar. Os integrais e lights dão aquela sensação de que você comeu um carboidrato e saciam a fome. Deixe o macarrão para o final de semana ou para um jantar especial.

G: E o colesterol alto?

C: Olha só: magrinha, linda e nova – e com esse problema. Muitas vezes é a qualidade da dieta que interfere na saúde. Sugiro que você consuma mais fibras solúveis presentes, por exemplo, na aveia e na maçã. Cuidado com a fritura e a gordura da carne vermelha – que podem aumentar o colesterol ruim. Exercícios físicos e gorduras saudáveis de fonte vegetal, como azeite de oliva extravirgem e amêndoas, ajudam a aumentar o colesterol bom.

Da churrascaria para restaurante japonês


Grazi nasceu com uma característica capaz de fazer muita mulher se rasgar de inveja – come de tudo e não engorda (pelo menos por enquanto, antes dos 30 anos). Se num primeiro momento isso parece o paraíso, mesmo magra ela começou a sentir os efeitos da má alimentação: seu colesterol disparou. Foi o primeiro alarme a lembrá-la da importância de comer direito. O sorvete, o biscoito recheado, o megasanduíche, a pizza e a fritura cederam espaço para o suco natural, a salada, a carne magra, os pratos assados e grelhados. “Não dava para continuar comendo o que eu comia sabendo que meu colesterol estava explodindo. Sem saúde ninguém consegue trabalhar direito. Ainda me permito algumas coisinhas, como sorvete com panetone, mas agora só de vez em quando.” Por mais que goste de comida “que dê sustância”, a churrascaria, que entrava em seu roteiro gastronômico várias vezes por semana, agora divide cenário com o restaurante japonês. Ela sabe que sushi e sashimi são opções leves e saudáveis, mas confessa que só encarou porque achava bonito comida japonesa. Na primeira tentativa não gostou, nem na segunda, mas agora coloca muita raiz forte e shoyu e manda ver.

Fotos Paschoal Rodrigues

 
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