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Os segredos de Karina Bacchi

Vegetariana, a atriz revela truques para não extrapolar no cardápio

Por Marjorie Umeda
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Foto Fabio Heizenreder Karina Bacchi e suas curvas generosas

Há 12 anos Karina Bacchi não come nenhum tipo de carne. Ela já não era fã de picanha quando começou a namorar um vegetariano. Foi em seguida que adotou (e adorou) a ioga, em que conheceu mais vegetarianos, e pronto, mudou o cardápio. “Meu intestino passou a funcionar melhor, minha pele ficou mais bonita e, olha que engraçado, minha transpiração ficou mais suave, só uso desodorante porque gosto de ficar cheirosinha”, diz. Para complementar o cardápio, Karina come proteína de soja diariamente, bebe shake de proteína e, se nota que as unhas estão fracas, conversa com o seu médico, que receita suplementos. Outra preocupação de Karina é quanto à escolha dos alimentos. “O perigo da dieta vegetariana é exagerar no carboidrato; não é à toa que tem muito vegetariano gordinho. Procuro me alimentar bem e busco receitas saborosas: não me venha com panaché de legumes, com chuchu ou cenoura aguados.” Para atender aos desejos da atriz, entra em cena Selma com um cardápio de estrogonofe de proteína de soja, lasanha de berinjela, proteína de soja temperadinha, arroz integral, lentilha... “Karina gosta de pimenta – ela está em quase todos os pratos. Até o arroz integral aqui de casa tem sabor, faço com cebola refogada e caldo de legumes para dar mais gosto”, conta Selma.

Truques para comer menos


Se, por um lado, morar com a mãe (e com Selma) permite que Karina se alimente melhor – afinal, no Rio muitas vezes acabava apelando para o macarrão instantâneo –, por outro, as tentações ficam muito mais à vista. “Na casa da minha mãe sempre tem sobremesa, várias ao mesmo tempo. É um horror. Por isso eu abro a geladeira de olhos fechados e pego logo minha gelatina diet, assim, não passo vontade”, diz. Tem ainda outro truque que Karina usa para resistir às tentações: a brincadeira de perdida no meio do nada. “Depois que faço minha última refeição, subo para o quarto com uma jarra de água e tranco a porta. Aí penso assim: estou aqui, nesse quarto, onde só existe água, e só saio daqui amanhã de manhã. Ainda bem que pego fácil no sono”, brinca.

Troca-troca que emagrece


Na mesa de Karina, salada e prato quente têm proporções diferentes do convencional. “Como a salada no maior prato que existe e a comida quente naquele prato pequeno, onde normalmente vem a salada. Mudo o tamanho dos pratos para comer mais folhas, que têm menos calorias – já que não quero engordar”, explica. Aliás, ganhar um pouco de peso é um dos raros assuntos que tira Karina do sério. Se ela passa dos 55 quilos, fica tão chateada que não sai para programa nenhum. “Fico internada em casa até perder os excessos – corto os carboidratos e no jantar só tomo um shake de proteínas.”

Água: obrigação na agenda


Antes de se tornar vegetariana, ainda na adolescência, Karina aboliu outro item das refeições, dessa vez em nome da beleza: o refrigerante. “Era bem novinha e percebi umas celulites. Mostrei para minha mãe e ela disse que precisaria parar com o refrigerante. Nem discuti: nunca mais tomei”, conta. Mas a medida não foi suficiente para manter distância dos furinhos. Então, Karina faz drenagem linfática duas vezes por semana, usa um creme redutor e anticelulite manipulado, à base de centelha asiática, e bebe bastante água. “Não gosto, só bebo porque sei que é preciso. Para não ficar sentindo aquele gosto de nada, viro o copo inteiro de uma vez”, diz Karina, que toma cerca de 3 litros por dia.

Fotos Fabio Heizenreder

 
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